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Blog do pixel

Cibercultura 10+10 do ponto de vista de um VJ #1

1 de outubro de 2009Comente!

manhã do dia 30 de setembro. véspera do evento. carreguei o carro com equipamento, pronto para seguir para Santos… e haja equipamento! foram comigo:

  • 2 notebooks, para tocar imagens com o LiVES (software que será utilizado para VJing)
  • 2 joysticks, para controlar o LiVES
  • 1 mixer de vídeo, para chavear e misturar as imagens dos 2 notes e das 2 câmeras que vão capturar imagens ao vivo
  • 1 preview, para visualizar as fontes de imagem (citadas acima)
  • 1 deck miniDV, para gravar o resultado da edição
  • 2 câmeras, uma para captura de imagens e outra de reserva (a segunda que será utilizada na captura vai mais tarde)
  • 1 notebook de reserva
  • mais de 100 metros de cabos
  • tudo isso em 2 mochilas, 2 cases rígidas e 1 pasta.

    Revista Espírito Livre no.6

    16 de setembro de 2009Comente!
    Colaborei com um texto sobre Open Video na 6a. edição da revista Espírito Livre, cujo tema é edição de vídeo. Para fazer download em PDF, basta acessar o site da revista.
    Revista Espírito Livre - Ed. #006 - Setembro 2009

    vídeos introdutórios do LiVES

    14 de setembro de 20091 comentário

    Alguns vídeos introdutórios do LiVES disponíveis no YouTube:

    Editor do Clipes
    http://www.youtube.com/watch?v=wUWBjEYcfek

    Editor do Clipes – edição em tempo real
    http://www.youtube.com/watch?v=CRAFjQ9Jxuc

    LiVES Multipista
    http://www.youtube.com/watch?v=R7NwoCVQe8c

    oficinas no Consegi

    25 de agosto de 2009Comente!

    entre 26 a 28/8 haverá em Brasília o Congresso Internacional Software Livre e Governo Eletrônico – Consegi – onde vou dar as oficinas “Interfaces e interatividade”, junto com Tiago Pimentel (do Projeto Casa Brasil), e “Edição de vídeos com LiVES”.

    Interfaces e interatividade
    Oficina de experimentação tecnológica. Serão realizados experimentos de interfaces interativas com softwares livres.
    Onde: Tenda Cultural Imre Simon
    Quando: 26/8, 10 a 12h

    Edição de vídeos com LiVES
    Na oficina será feita a apresentação do LiVES, um software livre de edição não linear capaz de editar vídeos em tempo real, de modo que pode ser utilizado tanto para edição de vídeos como para performances ao vivo (video jocking). Será apresentado um histórico do software, bem como seus principais recursos e alguns vídeos editados com ele.
    Onde: Sala Comunidade Apache
    Quando: 28/8, 14 a 16h45

    Princípios do Open Video

    21 de julho de 2009Comente!

    Os princípios do ecosistema do Open Video são um mapa técnico para um futuro do vídeo mais descentralizado, diverso, competitivo, acessível, interoperável e inovativo. Nós visualizamos um uso de vídeo mais democrático e universal – assim como o texto e imagens são hoje em dia. Os princípios cobrem os seguintes tópicos:

    1. Autoria e visualização — As ferramentas de criação, edição e execução devem ser universais, fáceis de usar, acessíveis, e disponíveis em implementações livres e de código aberto.
    2. Padrões abertos para vídeo — Padrões de vídeo (formatos, codecs, metadados, etc.) devem ser abertos, interoperáveis e livres de royalties.
    3. Distribuição aberta — Plataformas de software devem suportar padrões e licenças livres. Redes devem se manter neutras.
    4. Cultura rica e participativa — Leis que governam a propriedade intelectual não devem desencorajar a cultura participativa. Por padrão, conteúdo de vídeo deve estar disponível sem barreiras tecnológicas ou limitações de acesso.
    5. Liberdades civis e direitos básicos — Pessoas devem ter o direito de participar em uma cultura democrática com privacidade, liberdade de expressão, termos de serviço não limitantes, e direito de difusão.

    Traduzido de: http://openvideoconference.org/principles/

    OVC: 2o. dia

    24 de junho de 2009Comente!

    Assim como no dia anterior, relato abaixo apenas os momentos que mais me marcaram no dia.

    Comecei o último dia da Open Video Conference assistindo o painel “Industry Perspectives on Open Video” com representantes da Adobe, YouTube, blip.tv, e Boxee, onde falaram de como Open Video integra-se no trabalho das empresas às quais representam e quais são as possibilidades futuras ligadas a Open
    Video nessas empresas.

    Depois assisti Xeni Jardin, co-editora do Boing Boing e produtora do programa Boing Boing TV, falando sobre suas experiências recentes em Guatemala, onde diversos problemas políticos e sociais tem sido divulgados em redes sociais e outras mídias comunitárias. Ela também falou da nova interface do BB TV. Durante a apresentação, Xeni disse que eles utilizam músicas em Creative Commons (CC) para a trilha das matérias, bem como liberam seu conteúdo em CC.

    Mais tarde assisti Tony Scott fazendo a apresentação do Purefold, uma série independente inspirada em Blade Runner. A proposta é que os episódios sejam construído colaborativamente com o público e que sejam lançados em CC.

    O evento foi encerrado com uma videoconferência com Peter Sunde, do Pirate Bay, que começou com
    Xeni Jardin do BB TV o entrevistando e depois abrindo para perguntas da platéia. Durante a entrevista, Peter falou de como foi criado o
    Pirate Bay, sobre a cadeira no parlamento europeu e que estão movendo os servidores para um local que nem ele sabe onde fica (!).
    Entre as perguntas da platéia que se destacaram estão:

    – Você acredita que as gravadoras vão negociar com vocês? Cuja resposta foi: sim, daqui há alguns anos, quando elas não tiverem
    mais opções.

    – O que está acontecendo com o Pitabe Bay agora? Onde, na resposta, ele disse que em alguns dias seria feito um importante anúncio, do
    qual ele não podia comentar.

    – De onde veio o nome Pirate Bay? Cuja resposta foi: “não lembro”.

    – Quanto do conteúdo do Pirate Bay está sob licenças livres? Quando ele respondeu que aproximadamente 70% era livre. Essa
    última pergunta foi minha, fruto de uma discussão na comunidade brasileira de VJs, VJBR.
    Peter estará no Brasil no FISL, que acontece entre 24 e 27 de junho.

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    OVC: 1o. dia

    21 de junho de 2009Comente!

    É impossível escrever sobre tudo que acompanhei e todas as discussões que participei nesse dia sem me alongar demais. Tentarei, a seguir, documentar alguns dos momentos que mais me marcaram.

    Logo de manhã, após a keynote de Yochai Benkler, professor da Harvard Law School, Chris Blizzard e Mark Surman da Mozilla falaram do impacto da adoção de modelos abertos de vídeo, possibilitando a utilizacão de vídeo como uma maneira de diálogo online. Foi apresentada a incorporação da tag <video>, como definida no draft do HTML 5, no Firefox 3.5, que será lançado em algumas semanas.

    O resultado disso é que vai ser possível assistir vídeos no navegador sem necessidade de plugins ou players online e – o mais importante – manipular o vídeo utilizando HTML e JavaScript. Exemplos das consequências dessa incorporação é que os vídeos de sites como YouTube não precisarão mais de um player em Flash e que qualquer um vai poder inserir um vídeo em um site com a mesma dificuldade que há na inserção de uma imagem.

    Inicialmente o suporte no Firefox erá apenas ao codec livre Theora, mas outros formatos devem ser suportados no futuro. Além da tag <video>, essa versão do Firefox também vai incorporar a tag <audio> e o codec Vorbis.

    Assisti, também, Ronaldo Lemos, do CTI da FGV, falando de como a população brasileira está se apropriando de vídeo e da Internet, da maneira que a Internet foi (e pode voltar a ser) utilizada no Brasil nas campanhas eleitorais e sobre a Lei Azeredo.

    No final do dia assisti Jon Lech Johansen, mais conhecido como DVD Jon, falando sobre “DeCSS, 10 years later”. Para entender o DeCSS é preciso, primeiro, entender que o CSS – Content Scrambling System – é um sistema que previne a cópia DVDs. O pequeno programa escrito por Jon (cujo código cabe até em uma camisa) torna possível copiar vídeos dessa mídia. Ele disse que já tentou diversas vezes perder o “DVD” de seu nome, fazendo engenharia reversa em outros sistemas de DRM, o que pode ser observado no verbete com seu nome na Wikipédia.

    À noite fui para Clips! the Open Video Afterparty, onde assisti uma bela performance do Eclethic Method, remixando clipes de maneira magistral, e depois fui comer uma pizza e discutir sobre Open Video no Brasil com José Murilo, do Ministério da Cultura, e Pedro Markun, do Jornal de Debates.

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    Esquentando para a OVC

    19 de junho de 2009Comente!

    No dia 18/6 à tarde visitei a New York University School of Law onde, nos dias seguintes, ocorreu a Open Video Conference. A organização me impressionou, com tudo pronto para o evento. Enquanto aguardava minha anfitriã, Elisabeth Stark, para ir ao CC Salon, aproveitei para comprar uma máquina fotográfica digital para tirar fotos dos eventos (e da cidade).

    Chegamos um pouco atrasados no CC Salon NYC, que ocorreu das 19 horas às 22 horas no For Your Imagination Loft, e perdi a conversa com Brett Gaylor sobre o RiP! A Remix Manifesto, mas acompanhei Erik Moeller falando sobre a mudança da Wikipédia para licenças Creative Commons bebendo free (“as in beer”) beer. Encontrei diversos conhecidos no evento e fui supreendido com um abraco (e com a presenca) de um amigo da Austrália: Andrew Lowenthal, que faz um ótimo trabalho no EngageMedia e com quem tive a honra de dar oficinas de vídeo no Information Activism Camp, na Índia.

    Depois do Salon, eu fui com algumas pessoas do evento a um restaurante coreano, onde estendemos as discussões que ocorreram lá.

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    LiVES news update

    19 de junho de 2009Comente!

    Hi all,
    welcome to another edition of LiVES news !

    First of all, you probably noticed the recent release of 1.0.0-pre1, which succeeded after 3 aborted attempts. The release was brought forward a couple of weeks earlier than planned, for a few reasons. First, work on the remaining feature – mixing of foreground and background generators, proceeded quicker than planned. There may still be a few rough edges with this but these should be fixed over the next few weeks. Its pretty much specialist functionality anyway. Second, a few quite serious bugs were found (thanks to supervinx and ert and others for helping with testing), so I wanted to get the bugfixes out to you all as soon as possible.

    The third reason – and this is excellent news – LiVES was successfully nominated for the category of Best Multimedia Project in the Sourceforge Community Choice Awards. So, many thanks to everyone who nominated LiVES ! This will surely attract a lot of new users (and with luck some new developers) to the project. So I wanted to have a good stable release ready for new downloaders too. Voting begins on Monday 22nd June, so make sure to vote for LiVES. There is also a promotional video (a bit tongue in cheek) featuring yours truly and VJ pixel:

    http://www.youtube.com/watch?v=MX6o9NXbcOc
    (mais…)

    Open Video: apresentação

    18 de junho de 2009Comente!

    Hoje em dia, vídeo tem se tornado uma mídia cuja adoção está crescendo exponencialmente, o que ocorre devido a diversos fatores, entre eles:
    > O custo de aquisição de equipamentos de gravação de vídeo está cada vez mais baixo;
    > Diversos equipamentos presentes em nosso cotidiano (como máquinas fotográficas digitais e telefones celulares) atualmente têm a habilidade de gravar vídeo;
    > Ferramentas de edição são cada vez mais comuns (em computadores, nos equipamentos de gravação ou nas ferramentas de publicação) e fáceis de usar;
    > A banda larga torna simples e barata a troca de arquivos de vídeo;
    > Existem muitas ferramentas online para publicação de vídeo acessíveis e gratuitas.

    Isso faz com que os (previamente chamados) consumidores agora sejam também produtores, abandonando a utilização dos meios que antes utilizavam para ter acesso a vídeo para adotar novos meios (baseados na Internet) não só para ter acesso, mas também publicar. Vídeo tornou-se, então, uma importante ferramenta de expressão pessoal.

    Mas, sem a preocupação com a apropriação pela sociedade dessa ferramenta, pode ocorrer o mesmo que com o software que, no início, era compartilhado livremente e, hoje em dia, tem como modelo predominante o de comercialização.

    Information wants to be free”, dizia um manifesto cyberpunk. Para tal, ela não pode estar encapsulada em um contêiner cuja chave tem um dono e só pode acessá-la quem ele definir. Para que a informação seja livre, o acesso à chave para essa informação também deve ser livre.

    Vídeo online deve ser uma mídia dinâmica que permite transmissão, arquivamento, remix e outras possibilidades de apropriação, que hoje não são permitidas pelo principal modelo legal vigente. Como no resto da Internet, vídeo online deve encorajar a participação e funcionar de maneira fluída como uma conversa.

    A luta pelo Open Video é, então, muito mais ampla que as batalhas legais e tecnológicas diretamente ligadas a ela, é uma luta pelo futuro da Internet.

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